UDC, Universidade de Sevilha e Universidade La Sapienza realizam Congresso de Direito
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Roberta Campos - 2º Comunicação
O sucesso e a integração marcaram a abertura do V Congresso de Direito Internacional na última quarta feira, dia 19. No contexto do processo de Globalização, Direitos Humanos e Internacionalização do Direito, referências internacionais e nacionais debateram sobre os novos desafios da área jurídica em meio à atualidade.

O sucesso e a integração marcaram a abertura do 5º Congresso de Direito Internacional
Os três dias de evento atraíram centenas de acadêmicos e profissionais do Direito. A iniciativa é tida como uma oportunidade única para os estudantes, por permitir a maximização de conhecimentos essenciais à formação profissional.

O assunto da noite também girou em torno da globalização e
suas consequências nos âmbitos políticos,
social e econômico
A acadêmica do 10º período de Direito, Mariane Rufatto, concorda com a afirmativa. "Não há dúvidas de que eventos como este contribuem para nossa formação profissional, tanto que muitos vieram de outras Instituições só para participar ", acentua a estudante.
A oportunidade única é oferecida todos os anos pela Faculdade. O Diretor Geral da UDC, Professor Mestre Fábio Prado, disse que "já há alguns anos trazemos referências internacionais, isso só vem agregar valores aos nossos acadêmicos", enfatizou o Diretor.
Um dos participantes do evento foi o Diretor do Fórum de Foz do Iguaçu, Juiz Nicola Frascatti Junior.
Na opinião do jurista, "é importante para o acadêmico conhecer e lidar com os temas jurídicos e como eles são desenvolvidos em outros continentes, principalmente na Europa, que é o berço do Direito.
O Congresso de Direito possibilita isso, ter uma visão ampla e poder fazer comparações do Direito Nacional e Internacional", destacou o juiz.
Integração
A iniciativa da UDC em parceria com as Universidades de Sapienza, na Itália, e de Sevilla, na Espanha, trouxe temas emergentes.

No primeiro dia de palestras, a Globalização, Direitos Humanos e Internacionalização do Direito foram os temas abordados pelo Professor Doutor de Direito da UDC, José Bolsan de Moraes, que ressaltou a necessidade de o profissional especializar-se no momento contemporâneo o qual vivemos.
"Hoje a atividade jurídica exige um conhecimento que não se circunscreve apenas à leitura de manuais e códigos", afirmou Moraes.

Em um segundo momento, o Professor Doutor
Roberto Miccú, da Universidade de La Sapienza,
falou sobre o Pluralismo Constitucional, a Ordem
Global e os Juízes de Babel.
A noite do primeiro dia de palestras se encerrou
com a apresentação do Professor Doutor Afonso
Campuzano, da Universidade de Sevilla, com o
tema Diversidade Cultural e Direito Global. O catedrático destacou a possibilidade de integração crescente entre os diferentes contextos geográficos. Para o representante da Universidade de Sevilla, Dr. Afonso Campuzano, "as tradições jurídicas no mundo estão cada vez menos sendo um empecilho, é como se estivesse se formando um direito global, através do respeito às tradições jurídicas. Crescentemente o mundo mais independente faz com que se tenham padrões globais, e é preciso respeitar as tradições culturais, mas ao mesmo tempo fazer essa integração nos diferentes cenários do Direito", finaliza.
Direito Globalizado
Muito tem se especulado a respeito do destino da área jurídica em uma era cada vez mais estreita às relações internacionais. Em um mundo onde as tendências jurídicas não fogem à realidade, permanecer inerte às mudanças da era contemporânea é o mesmo que estagnar o exercício da profissão. O Direito Globalizado promove a ruptura das barreiras políticas, e a nova ordem mundial traz à tona a necessidade de revisão do conceito tradicional da soberania do Estado. O Professor Doutor Roberto Miccú citou a União Europeia como exemplo. Na Europa, segundo o catedrático, o bloco econômico não enfrenta problemas fronteiriços, devido à unificação dos Estados.
Palestrantes de Sevilla e Roma garantem aos acadêmicos conhecimentos essenciais à formação profissional. O Congresso atraiu centenas de estudantes de diversas Instituições da região

O segundo dia de palestras contou com a presença do Professor Doutor José Avelãs Nunes, catedrático e Vice-Reitor da Universidade de Coimbra. O Professor observou os aspectos nocivos do neoliberalismo econômico frente ao mundo capitalista. Com um foco na economia mundial, tentou fazer ainda um gancho entre a atual crise europeia e a globalização, e ainda comentou sobre a crise de produção e a economia de mercados, deixando bem claro que um estado capitalista se equilibra nas leis da oferta e da procura.

Támbem proferiu palestra o Professor Doutor Jacinto Nelson de Miranda Coutinho, Procurador do Estado do Paraná e professor da Universidade Federal do Paraná. Ele tentou demonstrar como o mundo globalizado é indiferente às mazelas da sociedade. O ilustre Procurador, com um discurso pro-societá, deixou bem claro sua opinião sobre as diferenças de classe, afirmando que o mundo globalizado aumentou a distância entre as camadas sociais e tomou posição radical sobre o nosso sistema penal, dizendo que só os pobres vão para a cadeia. "Muita gente tem que ter menos para que nós possamos ter mais", enfatizou Miranda.
O Diretor Geral da UDC, Professor Mestre Fábio Prado, destacou a presença global dos participantes, e principalmente a parceria com as Universidades da Itália e Espanha. "Há alguns anos trabalhamos com essa internacionalização nos Congressos, trazendo professores renomados do Brasil e do exterior. Esse convênio que temos com as universidades de La Sapienza e Sevilla possibilitou inclusive, este ano, que os acadêmicos e professores participassem de palestras na Espanha e Itália, e agora estamos recebendo esses profissionais em nossa Instituição", finalizou.
Atenções

O seminário atraiu o olhar curioso da acadêmica Camila Tatiana, do 2º período de Direito da UDC, que viu no discurso dos palestrantes uma oportunidade de aprender mais sobre o Direito moderno e dinâmico que a UDC traz a seus alunos.
"Mesmo estando no início do curso, ainda sem muito contato com as matérias de Direito propriamente ditas, eu tenho vontade de aprender mais", apontou a estudante.
O mesmo interesse teve o acadêmico Edson Lara, do 4º período: "acho interessante essa discussão, porque precisamos pensar de forma mais ampla, realmente atravessando as fronteiras. Como futuros operadores do Direito, temos que ter a sensibilidade de que muitas normas estão ultrapassadas, justamente porque não levam em consideração essa expansão global", destaca.
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