Presidente da OAB-Foz alerta sobre a falta de profissionais na fronteira
Na semana do advogado, acadêmicos de Direito participaram de uma palestra com o Dr. Gilder Neres
Francielle Calegaro - 7º Jor.
Comemorando a Semana do Advogado, os acadêmicos do 6º,
7º e 8º períodos de Direito da UDC participaram de uma palestra ministrada pelo presidente da OAB de Foz do Iguaçu, Dr. Gilder Neres. O ‘bate papo’, como foi classificado pelo palestrante, foi realizado na sexta-feira (12) na sala de vídeo da UDC e abordou vários assuntos, entre eles o Exame da Ordem, as dificuldades em se trabalhar na advocacia e os dados importantes sobre o número de advogados na fronteira.

Presidente da OAB-Foz, Gilder Neres (ao centro, com os Profs. Drs. da UDC Afornalli e Copetti)
“É fundamental esse contato dos acadêmicos com representantes da área do Direito. Como a maioria é concluinte do curso, o foco do questionamento foi o Exame da Ordem”, ressalta o Coordenador de Direito, Professor Dr. Alfredo Copetti.
O Exame da Ordem é obrigatório para os bacharéis em Direito exercerem a profissão e serve como um filtro de qualidade. O índice de aprovação em todo o Paraná gira em torno de 15%, já na UDC esse número supera os 40%. "O trabalho da instituição de ensino é fundamental para que o acadêmico passe no Exame da Ordem", aponta o Coordenador de Direito, Professor Ms. Marcos Affornalli.

Acadêmicos durante palestra
Durante a palestra, o presidente da OAB disse que o Brasil possui 700 mil advogados, e só no ano passado foram 41.579 aprovações no Exame da Ordem.
Atuação em Foz
Em Foz do Iguaçu a estatística é promissora, são 865 advogados com licença, porém nem todos atuantes, número esse que não supre a necessidade do município de fronteira. "Foz do Iguaçu por ser uma cidade de fronteira é mais propícia à área da advocacia, por isso hoje esses 865 profissionais não são suficientes para cobrir a demanda", destaca o Dr. Gilder Neres.

Para os acadêmicos, as informações e conselhos oferecidos pelo palestrante foram positivos para a inclusão no mercado de trabalho.
"As estatísticas apontadas foram interessantes, porque nós acadêmicos não tínhamos conhecimento, principalmente em relação ao número de advogados em Foz do Iguaçu", diz o acadêmico do 6º período, Jaime Moreira.
Outro assunto abordado na palestra e questionado por acadêmicos foi em relação à profissão. "O advogado tem que ter a mesma consciência de um autônomo, a renda fixa não é algo que cabe à profissão, por isso é necessário planejamento das contas, principalmente do escritório", enfatiza Neres.
Relevância
Para finalizar, o palestrante falou da importância que a advocacia exerce dentro da sociedade organizada. "Mais do que defender casos e fazer valer o exercício da lei, o profissional deve seguir a ética da profissão, dentro dos conceitos repassados durante o curso universitário", salientou.

"Esse contato com o presidente da OAB foi importantíssimo para nós que estamos no fim da faculdade.
Tivemos uma abordagem diferenciada de alguém que está por dentro do mercado de trabalho e pode nos dar parâmetros da profissão", finaliza Jefferson Camillo, acadêmico do 8º período.
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