O dia a dia na agitada Fronteira Binacional
Acadêmicos e professores da UDC vivenciaram dias de campo, através de levantamento do perfil do usuário e o censo do tráfego conseguidos via pesquisa científica
Da Redação
Dez mil pesquisas. Esse é o número que vai apontar o perfil
do usuário da alfândega na fronteira Brasil (Foz do Iguaçu) e Paraguai (Ciudad del Este). A precisão dos dados vai permitir que os órgãos públicos utilizem as informações para projetos de melhorias no município.

Outros números absolutos que serão apontados através da pesquisa científica desenvolvida pela UDC, têm a ver com o tráfego de veículos (leves e pesados) que atravessam a fronteira. Eles vão permitir, por exemplo, soluções de logística para o DNIT- Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes, órgão Federal responsável pela manutenção da Rodovia BR 277 e a Ponte da Amizade, ou mesmo para o projeto que está em andamento da construção da segunda ponte internacional entre os dois países.

O desafio da Faculdade hoje é formar indivíduos capazes de buscar conhecimentos e de saber utilizar essas ferramentas a seu favor. Ou seja, estando diante de um problema para o qual ele não tem a resposta pronta, o profissional deve saber buscar o conhecimento pertinente e, quando não disponível, saber encontrar os caminhos por meio da pesquisa.

Instrumento de formação
Assim, as atividades, curriculares ou não, voltadas para a solução de problemas e para o conhecimento da nossa realidade, tornam-se importantes instrumentos para a formação dos nossos estudantes.

É dentro dessa perspectiva que a inserção precoce do aluno de graduação em projetos de pesquisa se torna um instrumento valioso para aprimorar qualidades desejadas em um profissional de nível superior, bem como para estimular e iniciar a formação daqueles mais vocacionados para a pesquisa.

"Essa é uma conexão com a realidade. A teoria é fundamental, mas essa prática mostra para o acadêmico o 'comércio' mundial que acontece com intensidade nesse trajeto bilateral (Brasil-Paraguai); aponta também a importância dos servidores federais (Receita Federal do Brasil) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), que atuam no local, além da experiência empírica vivenciada durante o processo da pesquisa", destaca o Diretor Geral da UDC, Professor Ms. Fábio Prado.

O acadêmico de Administração Daniel Lorenzini lembra o quão proveitoso foi ter vivenciado essa experiência. "Ainda não havia participado de uma pesquisa quali-quantitativa tão intensamente como essa. No âmbito da inserção municipal, acredito que os dados levantados vão ser extremamente relevantes para os administradores públicos e para mim, enquanto acadêmico, fica esse processo enriquecedor em meu currículo", ressalta.

Daniel trabalhou durante o processo de pesquisa na parte da manhã. Em campo, ele vivenciou situações inusitadas. "Foi incrível vivenciar o dia a dia dos servidores da Receita Federal - é um trabalho puxado! -, mas também foi uma surpresa perceber que essa quantidade de gente que passa pela aduana, em sua maioria, vai com o intuito de fazer compras - muitos são autônomos, trabalhadores informais, não ficam em Foz do Iguaçu, simplesmente passam. Trata-se do famoso bate e volta", dispara.
Outro depoimento que revela essa experiência é do acadêmico Carlos Eduardo. "O aprendizado científico é muito importante. Foi uma oportunidade de aprender, conhecer o dia a dia da fronteira, seus acessos, sua estrutura, o sistema logístico. Foi uma experiência complexa, mas satisfatória", diz.
A compilação dos dados apontados nas 24 questões da pesquisa foi monitorada por um sistema eletrônico, enviado para a central montada em uma das cabines cedidas pela Receita Federal. O sistema implantado pela Engenharia de Processamento da UDC permite a obtenção dos gráficos a partir do cruzamento dos dados.
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