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Pesquisa vai revelar perfil de quem usa a Aduana e a Ponte da Amizade

Pela primeira vez desde a construção da Ponte Internacional da Amizade, há mais de 40 anos, levantamento vai detalhar quem são, onde vivem, o que sentem e fazem os usuários que utilizam o acesso da fronteira mais movimentada do país

Sonia Inês Vendrame
Texto e Fotos


Mapear o perfil da região primária da Ponte Internacional da Amizade (PIA) por meio da pesquisa. Esta é meta da UDC desde as 6h da manhã de quinta-feira, dia 23. O levantamento segue até o dia 30 de junho. O resultado deste empenho vai revelar com detalhes o que pensa e sente de quem faz o trajeto de acesso entre o Brasil e o Paraguai um modo de vida.


Prof. Ms. Fábio Prado com autoridades e professores envolvidos na pesquisa, durante encontro com os alunos

A pesquisa científica tem o mérito de ser a primeira - desde a construção da Ponte Internacional da Amizade, há mais de 40 anos - a buscar essa identidade formada por quem usa o acesso para trabalhar, comprar ou visitar. Os fios para tecer o perfil envolvem perguntas como o transporte, quantidade, meios de chegada, opinião sobre o atendimento de órgãos públicos e privados que tratam diretamente ou indiretamente com moradores de Foz, do Brasil e do exterior.


Organizadores da UDC na Aduana, durante levantamento de dados

As sensações sobre os cerca de 800 metros da zona primária mais movimentada do Brasil somam para o levantamento científico, entre elas: "você sente-se seguro ao atravessar a fronteira?". E também sobre o destino mais belo do mundo, sobre a maior obra de engenharia do mundo. Ou então: "Em que cidade você mora? País? Ou quantos anos você tem", formam o escopo de 24 perguntas.

Censo

Somada a pesquisa traçando o perfil, a UDC também realiza um Censo para apurar com precisão o número, eixos, e cargas de todos os veículos que atravessam a Fronteira. Este levantamento será confrontado com a última apuração feita há cinco anos, quando a região foi revitalizada. "Esses dados de agora serão importantíssimos para sabermos o comportamento de quem usa a malha viária", disse o diretor do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Engenheiro Vicente Veríssimo.

Para obter informações do movimento humano equipes- de acadêmicos e professores- revezam-se das 6h às 12h e das 12h às 18h. Para o fluxo de tráfego além da escala já citada, o grupo fará dois dias de 24 horas. O método vai permitir contar de hora em hora e o número de carros que atravessam a aduana. O modelo e o que ele transporta. A estrutura envolve mais de 150 pessoas.

"O conhecimento e a informação são um direito de todos e a UDC está propondo isso: informar-se por meio desta pesquisa científica. O nosso primeiro alvo é a região da Ponte Internacional da Amizade", revela o Diretor Geral da UDC, Professor Mestre Fábio Prado, ao mesmo tempo em que comemora o aceite da Universidade Italiana onde fará seu Doutorado.

 

Alfândega

Toda a pesquisa será disponibilizada para os órgãos públicos e entidades de classe que já acenaram positivamente para a iniciativa. "A Receita Federal do Brasil (RFB) recebe a notícia com satisfação e, certamente, faremos uso sim dos dados, uma vez que nossa estrutura de trabalho está na aduana, na chamada Zona Primária da Fronteira entre Brasil e Paraguai", disse o Delegado Chefe Rafael Rodrigues Dolzan.


"Para o diretor do Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), Professor Jaime Nelson Nascimento, conhecer a região por meio de dados científicos imprime confiabilidade no uso das informações". O resultado do levantamento vai permitir, por exemplo, reforçar dados empíricos ou derrubar afirmações como o número de pessoas por dia que passam no local.

 

A decisão de fazer do feriadão palco para a pesquisa - descreve Prado - permite monitorar a amostragem em todas as fases. "Teremos dias de grande movimento e dias de rotina, significando que será possível apurar como é o comportamento dos usuários da Ponte da Amizade em todos os momentos".

Para o Presidente do Conselho Superior Deliberativo da Associação Comercial Industrial de Foz do Iguaçu (Acifi), Danilo Vendruscolo o resultado será utilizado para a Acifi para pelo menos dez projetos que já começam a ser pensados tendo esse norte. Entusiasta da ideia ele incentivou os pesquisadores a observar a ponte em todos os aspectos. "É mais que uma pesquisa é um momento único".

 

Para o Secretário de Turismo de Foz do Iguaçu, Felipe Gonzalez, a pesquisa surge em um momento muito importante para a cidade. "O destino Iguassu está crescendo e buscando trabalhar o turismo de forma que a área de compras ofertada com os países limítrofes- Paraguai e Argentina- seja mais um complemento em termos de atrativos para os visitantes e não a razão principal da visita.


Por isso, é importante conhecer o perfil de nosso visitantes. E essa pesquisa da UDC vai obter diversos dados que poderão ser aplicados em nossa cidade e nos pólos emissores e, principalmente, identificar os nosso clientes do destino", avalia o Secretário.


 
 
 
 
 
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