Casa da Vegetação: o contato direto com o meio ambiente
A UDC, além de toda infraestrutura que oferece aos alunos, disponibiliza para os acadêmicos dos Cursos de Engenharia Ambiental e Agronomia um local onde a teoria é vista na prática, e produções de mudas são realizadas
Mariana Kojunski - 5º Jornalismo
A relação entre meio ambiente e
ser humano está ligada tanto ao
Curso de Engenharia Ambiental quanto ao de Agronomia, e ambos têm duração mínima de 5 anos. Para os acadêmicos da UDC, o contato com o meio ambiente é realizado através de visitas técnicas e também dentro da própria Faculdade, por meio da Casa de Vegetação ou Estufa, como é conhecida pelos alunos.

A Diretora Presidente da UDC, Professora Rosicler Hauagge do Prado, observa: "na estufa, os alunos têm ao seu dispor o que há de mais atualizado para os projetos científicos, pois essa é a nossa luta diária: complementar a excelência educacional. Vale ressaltar que os Cursos de Arquitetura e Urbanismo também utilizam o laboratório para trabalhar a área de paisagismo".
Já a Professora Mestre Paula Vergili Perez, responsável pela Casa de Vegetação, destaca: "na Estufa nós implantamos experimentos e também levamos os alunos a ver na prática a teoria. Aqui são cultivadas mudas florestais, exóticas e nativas", encerra Perez.
Espécies
Atualmente 20 mil mudas ocupam o espaço do local, e desse número fazem parte: milho, feijão, eucalipto, pinus, as mudas nativas, hortaliças e soja. Antes de chegar ao plantio é feita a elaboração de um projeto. Após, ele é executado. Os alunos realizam o manejo das mudas e também as análises, e todos esses passos com a orientação dos Professores e Monitores.
Pedro Oliveira e Liane Ventorin, ambos do 3° período de Agronomia, são os monitores da Estufa. "Nós fazemos experimentos e também auxiliamos os colegas, e isso tudo entra para o nosso currículo. Além disso, os nossos resultados aqui na Estufa serão publicados em um artigo científico", pontua Pedro, que além de acadêmico do Curso de Agronomia, já é Técnico em Agropecuária.

Trabalhos
Cada projeto é de responsabilidade de um Professor juntamente com os seus acadêmicos. Na Estufa, o Professor Mestre Rodrigo Augusto Pelissari possui um projeto de mudas nativas com o 2° período de Agronomia. Já o Projeto Mudas de Hortaliças é encabeçado pelo 5° período de Engenharia Ambiental, enquanto a Plantação de Soja, Milho e Feijão, pelos acadêmicos do 3° período de Agronomia.
O desenvolvimento de milho com aplicação de azospirillun brasiliense para ver a taxa de crescimento e produtividade ficou por conta da Professora Mestre Marlene Cristina de Oliveira, juntamente com os alunos do 1° período de Agronomia.
"Estou animado com o experimento, é um produto novo no mercado, e ele ajuda na absorção de nitrogênio. Além disso, confesso que não esperava ver tudo isso no começo do Curso", conta o acadêmico Giovane Schmitz, que faz parte do projeto.
A Estufa também realiza um trabalho de responsabilidade social, através da produção de mudas para reflorestamento.
A Professora Doutoranda Norma Barbado é responsável pela orientação na produção de mudas para o reflorestamento da mata ciliar do Córrego Águas Claras, com os acadêmicos do 1° período de Engenharia Ambiental.
"Se fôssemos produzir em céu aberto, as condições climáticas poderiam estragar as mudas. Já na estufa não, elas estão protegidas", afirma Barbado.
O Professor Doutor Handrey Borges Araujo, com os alunos do 7° período de Engenharia Ambiental, também faz a produção de mudas nativas para o reflorestamento.
"Ensinamos os alunos a produzirem para ajudar na recomposição das matas degradadas, e assim eles aprendem como interferir na natureza para recuperar as áreas", conta o Professor. A acadêmica do 7° período de Ambiental, Lorenna Rocha, ressalta: "nos sentimos responsáveis pelas mudas, pela produção e também pela qualidade".
A Professora Mestre Paula Vergili Perez produz eucalipto e pinus também para reflorestamento.
Já na disciplina de Tratamento de Fluentes Líquidos, a Professora Mestre Bruna Camargo Pinto cultiva, com os alunos do 7° período de Engenharia Ambiental, mudas com irrigação, utilizando Biossólido.
Três projetos são desenvolvidos pelo Professor Mestre João Carlos Benatto Junior.
O primeiro, com os acadêmicos do 7° período de Agronomia, trata da relação dos modos de herbicidas e o controle de pós e pré-emergência de trigo, milho e soja.
O 5° período do Curso é responsável pela avaliação do excesso de macro nutrientes em soja e incubação de soja inoculante. Outro projeto que será desenvolvido pelo Professor é o plantio de plantas ornamentais, para "dar um charme" à Estufa.
"Com os projetos colocamos em prática a teoria, e é por isso que eu quero e gosto de participar", confessa o acadêmico do 5° período, Fernando Junior Thieman.
Laboratórios
A Casa de Vegetação é um dos meios pelos quais os acadêmicos podem transferir a teoria à prática. Outro caminho são os laboratórios de Sementes, Biologia, Botânica, Ecologia, Química, Bioquímica e Saneamento Ambiental.
"Tanto com a Estufa quando com os Laboratórios nós buscamos incentivar a pesquisa e mostrar na prática a teoria.
A intenção é motivar nossos alunos a atualização e também já prepará-los para o mercado de trabalho", enaltece o Coordenador do Curso de Engenharia Ambiental e Agronomia, Professor Martin Engler.
Alguns dos trabalhos desenvolvidos na Estufa serão transformados em artigo científico e publicados no próximo Congresso de Engenharia Ambiental e de Agronomia
As mudas cultivadas podem ser visitadas pelos acadêmicos de todos os Cursos da Faculdade, e, além disso, o Coordenador ressalta que os Cursos estão abertos a propostas de projetos em parceria.
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