REALIDADE
| SEMINÁRIO: CALÇADAS DE FOZ DO IGUAÇU O Seminário Paranaense de Calçadas definiu que Foz do Iguaçu precisava investir mais nesse setor. Os participantes concluíram que a população será ouvida e as sugestões serão incluídas nos projetos, que vão buscar soluções para os problemas. Objetivando desenvolver projetos em que as calçadas iguaçuenses sejam valorizadas, o seminário deu um importante passo com a exposição da real importância para a cidade, sobre possuir calçadas limpas e estáveis. Pesquisas realizadas durante três meses, por cerca de 300 acadêmicos e professores da UDC, dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Ambiental e Engenharia Civil, foram expostas durante o seminário. Por exemplo, a cada dez mil brasileiros nove acabam sofrendo algum tipo de acidente ao andar em calçadas ou espaços para pedestres. O resultado alarmante da pesquisa fez com que a prefeitura de Foz fizesse algo urgente, que, nesse caso, foi assumir o problema e contatar a população. Rampas para deficientes são um dos problemas mais graves, afinal um cadeirante é obrigado a passar pela rua devido ao pouco espaço na calçada, que é utilizado por uma árvore, um jardim ou até mesmo produtos de uma loja ou vendedor ambulante. Pessoas em todo o mundo sofrem lesões, fraturas e em alguns casos morrem, por um simples tropeço, que para muitos não passa de um leve escorregão, mas o que não é levado em conta, é a seriedade envolvida na palavra calçada, já que um deslize pode ser fatal. A preocupação no desenvolvimento de calçadas mais largas, limpas e niveladas, traz apenas benefícios para a cidade, como o aumento da beleza nas ruas, que estarão com padrões e critérios de qualidade técnica – conforto, fluidez e segurança. Outro ponto positivo seria a parte financeira. O governo brasileiro economizaria 3,1 bilhão de reais por ano ao cessarem internações, seguros e pedidos de indenização. E esse embelezamento ajuda não só no fortalecimento do cidadão como um defensor de sua cidade, mas faz com que o turista sinta-se mais à vontade em conhecer todo o roteiro proposto, e com isso, a cidade e a população ganham credibilidade e mais visitantes, tornando o corredor turístico, começo prioritário de qualquer projeto. Exemplos postos em prática, como a revitalização da área urbana de Blumenau – RS, foi um enfoque para o incentivo no começo de grandes mudanças. Suas ruas, desgastadas pelo tempo, eram banalizadas pela população, mas com um projeto muito estudado e com a união de seus comerciantes e cidadãos, hoje ruas como 15 de Novembro e Beira Rio são ícones e base para continuação dessas revitalizações. Segundo o palestrante Luis Antonio Rolim de Moura "a calçada aumenta o amor, o carinho, faz as pessoas pensarem na vida e na caminhada como um bem que deve ser levado como marco principal para se ter uma vida saudável e feliz". O desenvolvimento do projeto envolve a divisão de suas áreas. Primeiro a área de serviços – árvores, lixeira, bancos, postes –, em seguida a área livre, passagem de pedestres – e por final, área de acesso – seria a sobra, onde comerciantes poderiam expor seus produtos ou enfeitar sua fachada. Já está sendo produzida a Cartilha das Calçadas. Será uma espécie de manual para um aprendizado sobre os cuidados necessários com uma calçada. A calçada é o reflexo da condição urbana de uma cidade, relata o acadêmico de Arquitetura e Urbanismo, Luis Eduardo Aranha, "trabalhos que nos levam a campo, nos proporcionam uma visão de como está à situação de Foz e a importância com que o tema foi tratado nos ajudou no desenvolvimento do trabalho em grupo". Por fim, os participantes do Seminário reafirmaram: calçadas seguras, responsabilidade de todos. |

